sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Em si


A Alegria é leve e turva

Uma euforia branca

Que festeja a finalidade alcançando o seu fim

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Brevidade!

Breve
Como um suspiro entre uma sílaba e outra
Breve
Como um piscar de olhos que não interrompeu a cena
Breve
Como um passo dado sem esforço
Breve
Como um pulo no susto
Breve
Como um grito de socorro
Breve
Diante das ameaças...
Breves.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Grandes Navegações


A internet é o que há de mais novo no novo e no velho mundo.
Nada mais a ser descoberto.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Carpe Diem


Carpie Diem é a frase de um poema de Horácio (65 a. C.), escrito em latim.
Significa aproveite o dia. É literalmente traduzida por colha o dia.
Não sou a pessoa mais indicada pra dar conselhos, mas talvez Horácio seja.
Aproveitar o dia, taí! O cara mandou bem.

Em Latim:


Carpe diem quam minimum credula postero
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultiman,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invid
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.

Em portuga:

Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã
Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os advinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que se cruza no seu caminho
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba o seu vinho e para curto prazo
reescale as suas esperanças. Mesmo enquanto falamos o tempo ciumento
está fugindo de nós. Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.






quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Soneto de Fidelidade...
Vinicius de Moraes




De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Apesar de TUDO a música é linda...




Que Marisa Monte flertava com o kitsch eu já sabia. Agora, cantando com Julieta Venegas, se tornou uma união estável.


video

domingo, 16 de agosto de 2009

Trecho de um Nobel....
Amor a Primeira Vista


Ambos estão convencidos de que foi um sentimento súbito que os uniu. Linda é uma certeza assim, mas a incerteza é mais linda. Acham que por não terem se conhecido antes, nunca houve nada entre eles. E o que diriam as ruas, escadas, corredores, pelos quais há muito tempo poderiam se cruzar? Gostaria de perguntar-lhes se não lembram – na porta giratória um dia cara à cara? Um “com licença” em meio à multidão? A voz “engano” no telefone? Mas conheço sua resposta. Não, não lembram. Ficariam muito espantados em saber que desde muito tempo o acaso brincava com eles. Ainda não totalmente preparado a transformar-se para eles num destino, aproximava-os e os afastava, cortava-lhes o caminho e abafando a gargalhada saltava para o lado. Houve sinais, signos, mas algo ilegível. É possível que há três anos atrás ou na terça-feira passada uma certa folha tenha voado de um ombro para o outro? (…)”